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A SALSA NO BRASIL

A música latina no Brasil começou a ser introduzida a partir da década de 40. Muitos músicos latinos, a maioria cubanos, passaram a visitar o Brasil, e se apresentaram nos antigos cassinos. E o auge dessa aproximação se deu na década de 50: muitos cantores brasileiros passaram a gravar os ritmos afro-antilhanos. Nesta época, passaram pelo Brasil: Perez Prado, Benny Moré, Celia Cruz, Sonora Matancera, Bienvenido Granda. Paralelamente, nos Estados Unidos, foi a época das "Big Bands" e a febre do Mambo. Vale dizer que até mesmo o primeiro sucesso de Roberto Carlos, "Louco Por Você", era um Cha-Cha-Cha. Chegamos até mesmo a ter orquestras especializadas no assunto, como a de Ruy Rey na década de 50. E quem nunca ouviu falar da famosa orquestra “Românticos De Cuba” (imortalizada por Rita Lee, no tema "Caso Sério"), do maestro Nilo Sérgio? E a orquestra de Waldir Calmon, e sua coleção "Feito Para Dançar"?  

Perez Prado: o band-leader latino mais popular no Brasil durante as décadas de 50 e 60.

Mas uma série de fatores internos e externos influiu para que a música latina perdesse terreno: Nos Estados Unidos, o Rock passou a ser o principal ritmo, decretando o final de grande parte das "Big Bands". No Brasil, a Bossa Nova surge, aliado ao nacionalismo crescente no final da década de 50 e começo dos 60. E, por último, a Revolução Cubana. Depois de 1964, não era muito conveniente gostar de música latina. Era vista como "subversiva" (é só lembrar que o discurso de unificação cultural da América Latina era uma das bandeiras defendidas pelas esquerdas latino-americanas durante certa época). E o pior é que essa "subversão" da música latina atingiu até mesmo quem não tinha nada a ver com a política: a essas alturas (meados da década de 60), o centro de produção da música afro-antilhana já não era mais Cuba, mas Nova York. E não era feita apenas por músicos cubanos, mas também (e principalmente) por porto-riquenhos e de outros países, como República Dominicana, Colômbia, Venezuela e Panamá. É justamente em NY onde surge a Salsa: a união entre o Mambo e o Son Cubano com o Jazz e o Rock, bem como outros ritmos latinos... cumbia colombiana, merengue dominicano, tamborito panamenho, a bomba e plena porto-riquenha e até mesmo o samba.

Não se sabe ao certo como foi que começou essa história de considerar a música latina como "brega" no Brasil. O fato é que por causa deste bloqueio velado à musica latina, o Brasil perdeu, na década de 70, a chamada "Época de Ouro da Salsa". Artistas como Tito Puente, Willie Colón, Eddie Palmieri, Ray Barretto, Hector Lavoe, Celia Cruz, assim como tantos outros grandes artistas latinos passaram despercebidos no Brasil, enquanto atraíam multidões no mundo inteiro. Contudo, houve no Brasil uma banda, chamada "The Boogaloo Combo", formada pelo maestro uruguaio Miguel Cedras e pelo compositor argentino Roberto Livi, que tinha uma sonoridade ao estilo Nova York, bem próximo ao que era desenvolvido pelo cantor e pianista Joe Bataan. E pouquíssimos cantores brasileiros souberam cantar os ritmos afro-caribenhos com tanta alma como Ney Matogrosso, que sempre incluiu clássicos latinos em seu repertório, como "Vereda Tropical", "Kubanacan" e "Parampampan". Entretanto, acho que a maior contribuição dada à aproximação entre a música latina e a música brasileira foi dada por Caetano Veloso, ao gravar em 1994 o CD "Fina Estampa". Não que seja um disco de Salsa, mas ajudou bastante a tornar conhecidas (e com belíssimos arranjos) canções tradicionais de países como Argentina, Paraguai, Peru, Venezuela, Cuba e Porto Rico, criando uma nova audiência.

O panorama começou a mudar no final da década de 70 e começo da década de 80, através de um intercâmbio Brasil-Cuba, começado por Chico Buarque e Pablo Milanés. Ainda assim, o grande público ainda não tinha assimilado a música latina. Nessa época ela ficou restrita à um círculo intelectual. Outro fator que contribuiu para um maior crescimento da música latina foi a vinda de muitos músicos nativos, que se instalaram no Brasil, e sua interação com os músicos brasileiros. Da mesma maneira, muitos músicos brasileiros visitaram Cuba e Porto Rico, e voltaram do Caribe com novas concepções musicais. Na década de 90, a música latina ficou mais popular através das gravações de Juan Luis Guerra, e suas versões em português incluídas nas novelas da Rede Globo (fenômeno observado posteriormente com José Alberto “El Canário” e o tema de Vera Fischer em “O Clone”). Em 1994, a Universal (Polygram, na época) passou a lançar com regularidade discos do catálogo da RMM e da TH-Rodven, especializadas em Salsa. A distribuição foi muito deficiente na época, mas lançou uma boa parte do que havia de melhor na Salsa. Mas não é nem sombra do que foi a Salsa na década de 70.

SONORA CARIBE LANÇA SEU PRIMEIRO CD

Dias 02 e 03 de Dezembro, às 21:00h, no Teatro do Ipê, em Porto Alegre (R.S. – Brasil), a dupla Cláudia Zuñiga (cantora chilena radicada no Brasil) e Fábio Coimbra (Porto Alegrense, músico, arranjador e diretor musical formado em música pela UFRGS) estarão comemorando 10 anos de trabalho juntos e lançando seu 1° C.D. intitulado “SONORA CARIBE”, celebrando um trabalho intenso de divulgação da música caribeña e latinoamericana no R.S. e no Brasil. No show, de duração de aproximadamente 1 hora e 30 min., a dupla (vozes principais e contrabaixo) – acompanhada dos músicos Maurício Zúñiga (chileno, segunda voz e violão), Américo Naranjo (uruguaio, bongôs, congas e percussão em geral), Geraldo Mueller (Gaúcho, Bateria), mais “samplers” – apresenta um repertório que sintetiza seus 10 anos de trabalho com música caribeña e sul-americana no Brasil, em ritmos que vão da SALSA ao BOLERO, da CÚMBIA ao MERENGUE, passando pelo CHA-CHA-CHÁ, BOMBA, GUAJIRA, GUAGUANCÓ e RUMBA. Tudo isso, através de um repertório de composições de artistas consagrados da música latina como Tito Puente, Joseíto Fernandez, Willie Chirino, Glória Estefan, Carlos Puebla, Selena, El Gran Combo de Puerto Rico, Polo Montañes e Moisés Simons e interpretes como Célia Cruz, Buena Vista Social Club e Celina Gonzalez. O show, baseado no repertório do C.D, promete um clima festivo e empolgante, remetendo a todo o swing e calor da música latina, com o ritmo inconfundível e irresistível dos bailes que a dupla animou ao longo de sua intensa carreira na noite e com temas carregados de sentimento e conhecimento de uma profunda latinidade. Esta é a chance de conferir pela primeira vez o trabalho da dupla num teatro, lançando um C.D. que é um dos raros lançamentos de música latina no R.S e Brasil ao longo desses anos, destes que já são uns dos artistas mais representativos desse gênero no Brasil, por sua história e ênfase na divulgação da cultura latina. 

HISTÓRICO: SONORA CARIBE foi o nome escolhido por Cláudia Zuñiga (cantora chilena, natural de Santiago e radicada no Brasil) e Fábio Coimbra (natural de Porto Alegre, violonista, baixista, professor e arranjador formado em música pela UFRGS), para a banda de SALSA que já tem mais de 1000 apresentações ao longo de 10 anos, e aos poucos está se projetando no cenário nacional brasileiro, fazendo pelo menos 2 ou 3 shows por semana. Depois de ter experimentado diversas formações desde 1995, em 2001 a dupla chegou a montar uma verdadeira “sonora” com 11 integrantes, fazendo shows em eventos como o Congresso de Poesia e Dança (em Bento Gonçalves), Latin Fiesta Salsa Club, Porto Alegre em Cena (2002) e no 1°FÓRUM SOCIAL MUNDIAL em Porto Alegre. Entretanto, por ser um estilo musical pouco divulgado nos meios de comunicação locais, tornou-se difícil manter a banda nessa formação: havia pouco público para a salsa no R.S., a maioria das casas noturnas não tinha normalmente uma estrutura para esse tipo de grupo e os donos destas não conheciam bem o estilo musical, o que dificultava bastante as negociações. Em função disso, a SONORA CARIBE continuou como dupla, mais músicos convidados (guitarra, bateria, percussão) e o apoio de teclados programados (sopros, piano), aumentando bastante sua quantidade de shows e continuando a divulgar seu estilo musical sem perder qualidade e “swing”. Com essa nova formação, tocou em locais como Music Hall (onde atualmente se apresenta no projeto “CHARLA POR LA NOCHE”), Café Concerto Majestic, Cult, Manara, Café do Prado, Zelig, Sierra Maestra, Chipp’s, Básttidores, Mercado del Puerto, clube Grêmio Náutico União, Caixeiros Viajantes, SACC (Capão da Canoa), SAT (Tramandaí) e eventos como a Festa das Nações, a Feira do Livro de Porto Alegre, a Fenachamp (na cidade de Garibaldi), e no 2° e 3° FÓRUM SOCIAL MUNDIAL em Porto Alegre. Atualmente, a SONORA CARIBE carateriza-se por um repertório DANÇANTE E MODERNO, passando pela Salsa, Merengue, Cúmbia, Pop-Latino através de sucessos de músicos consagrados como Glória Estefan, Elvis Crespo, Maná, Carlos Santana, Célia Cruz, Buena Vista Social Club, ... e já é sinônimo de SALSA no Rio Grande do Sul. Sempre com animação, um repertório contagiante e um público fiel, tem conseguido atrair cada vez mais, um número maior de pessoas – de diferentes gostos e idades – para a música latina em Porto Alegre e no estado onde residem. Como culminância desta trajetória, em Dezembro de 2004 a dupla estará lançando o seu 1° C.D. – ainda independente – com grandes sucessos da Salsa e, para 2005, já prepara seu 2° C.D. com composições próprias em espanhol. CONTATOS: F (0xx51) 3336-9006 e-mail: fabiocoimb@hotmail.com / fabiocoimb@brturbo.com

 

PERFUME DE GARDÊNIA - LLEGÓ LA BANDA SALSERA DE NATAL!!!


Meus amigos, é com muito prazer que neste espaço dedicado à Salsa lhes apresento um grupo natalense que para mim revelou-se uma das mais gratas surpresas dos últimos tempos, e do qual tenho o prazer e a honra de ser seu padrinho musical.

Refiro-me à banda “Perfume De Gardênia”, que tem uma qualidade musical impressionante. Assisti pela primeira vez a esses muchachos tocando numa casa noturna daqui de Natal, e foi muito agradável ver todas as pessoas bailando por horas e horas, numa verdadeira fiesta salsera que há muito eu não via. Seu repertório está baseado nos clássicos latinos, composições próprias e temas consagrados da MPB, que receberam arranjos divinos. Ainda ecoam em minha mente os acordes de “Lilás” (Djavan) e “Cantaloupe Island” (Herbie Hancock)...

Com três CDs-demo já lançados, e em breve no estúdio para gravar o terceiro disco, o “Perfume De Gardênia” pensa em vôos mais altos. Justamente o que me chamou a atenção foi isso: o som tem uma pegada (o afinque salsero de que tanto fala o maestro Willie Rosario) que eu não constatei em outras bandas brasileiras. Aliás, essa constatação não é só minha. Em todas as apresentações da banda tenho a oportunidade de conversar com salseros de outros estados e de outros países, e eles saem do local maravilhados (e com o CD na mão). Nos últimos tempos a banda tem apresentado-se com regularidade em outras capitais nordestinas com muito sucesso, o que é mais do que merecido.

A atual formação é composta por Jubileu Filho (trompete, guitarra e vocais), Moisés (contrabaixo e coros), Cacá Veloso (tres e coros), Athenusko (piano e coros), Isaac Gurgel e Beethoven Michielon (saxofones), Alzimar (trombone), Jailtom Medeiros (congas e bongô) e Wagner Tsé (bateria e timbales). Músicos convidados: Eric Von Shosten (guitarra e vocais), Luis Carlos (trombone) e Bernardo Vieira (maracas, clave e güiro).

Entre os diversos prêmios e reconhecimentos, o Perfume De Gardênia ganhou o "Troféu Hangar" 2003, prêmio máximo da música potiguar, como a melhor banda do ano e o melhor show.

Portanto, quando vocês vierem à Natal, e quiserem dançar Salsa, não pensem duas vezes. O nome é “Perfume De Gardênia”! Contatos para Shows e para comprar o CD: (84) 9407-4678 (a/c Beethoven Michielon).

RUMBAHIANA - A verdadeira Salsa de Salvador

A Rumbahiana é uma orquestra que nasceu em 1982 com uma união de diversos músicos de diferentes localidades do mundo que vieram para o Brasil com o objetivo de difundir um ritmo que conquista a quem escuta: A Salsa.

Oito baianos, um alemão, um italiano, um chileno, um argentino um sueco, que juntos fazem este som multinacional que pode ser chamado de uma autentica musica caribenha, mas com um forte tempero baiano.

Com uma carreira consolidada, a orquestra já se apresentou em mídia nacional, no carnaval baiano patrocinada pela GM, participou da gravação do 1o CD de Carlinhos Brown e apresentou-se no Teatro da Praia, Salvador – de maio a setembro de 2003 com  o Projeto Noites da Salsa, envolvendo além da música, dança e artes plásticas.Em outubro gravou seu primeiro CD ao vivo com a participação de Margareth Menezes e Carlinhos Brown no Hotel Pestana.

Uma feliz coincidência deixou o compositor e cantor Roberto Patino encontrar com a Rumbahiana no Reveillon 2003, e desde então eles montaram um repertório cheio de surpresas para mostrar no show: - Rumbahiana e Patino – “o louco da colina” .

Roberto Patino, personagem conhecido e querido nos lugares onde se ouve a boa música na Bahia, tem no seu currículo destaques como quatro anos viajando com Geraldo de Azevedo, sócio-fundador da atual Salsalitro e atuações com a banda Mahatma. Sua performance enigmática se juntou a reconhecida qualidade musical e a pura energia “salseira” da Rumbahiana, a mais antiga e autêntica banda de Salsa da Bahia.

Este encontro gerou novidades nas próprias composições como percussão nordestina, letras e improvisos em português, alem de versões de Chico Buarque e dos Beatles.

“O louco da colina” vai mexer com a cabeça e com o corpo do público e sem dúvida atenderá às expectativas em torno destes dois exemplos da música baiana.

Ao redor do núcleo musical do chileno Keko Villarroel, do italiano Gini Zambelli, do alemão Claus Jäke e do baiano Gum se juntam até hoje os melhores músicos da terra, passando adiante esse amor pela música caribenha, a Salsa.

            A qualidade e importância da banda ficam evidente no Prêmio Troféu Caymmi, especiais nas rádios, na chamada para o Free Som Festival em São Paulo, gravação de discos, turnê pela Europa e principalmente pelo carinho e respeito que os músicos baianos têm com ela.

            Os membros da RUMBAHIANA estão constantemente desenvolvendo um repertório com adaptações de músicas de Ruben Blades, Tito Puente, Celia Cruz, Fania All Stars e outros famosos artistas da Salsa. No carnaval de 99, com a participação da cantora panamenha  Lorena Ledezma, encantou o folião do circuito Campo Grande em cima do Trio Elétrico Simpatia Chevrolet, com adaptações de músicas do Araketu, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, além da participação de Gerônimo.

           

www.mamboshine.com.br/rumbahiana.htm

(c) 1998 - 2005, Bernardo Vieira S., Jr.